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| As negociações emperram o museu do Flamengo Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem |
Depois de Adriano, o assunto que mais tem rendido polêmica no Flamengo é a definição sobre a troca do fornecedor de material esportivo. O diretor de marketing da Olympikus, Tulio Formicola, comentou pela primeira vez sobre as negociações do Flamengo com a Adidas e deixou nas entrelinhas que o rompimento do contrato, que vai até 2014, antes do prazo, terá consequências.
— Gastamos R$ 10 milhões a mais que o contrato previa no museu da Gávea, R$ 1,2 milhão a mais em salários do Deivid, muitas coisas além. Talvez amanhã tenhamos direitos — afirmou o representante da empresa.
Nos últimos dias, conselheiros do clube receberam uma remessa de uniformes especialmente desenvolvidos pela Olympikus, o que gerou comentários no clube sobre uma aproximação para influenciar na decisão do Conselho Deliberativo sobre a escolha do fornecedor. Tulio Formicola lembrou que os presentes estão em contrato e ironizou dirigentes.
— Faz parte do contrato, o conselho tem camisas exclusivas. A gente deve e a gente paga. Como se fosse uniforme de jogador. Eles precisam barganhar, seduzir, subornar. Deve ter gerado burburinho porque alguns conselheiros devem estar do lado da proposta concorrente — disse o diretor da Olympikus.
Ele garantiu que as ajudas extras seguem cortadas e que a obra no museu será fatalmente atrasada no que depender da empresa.
— A obra está pronta para entrar e montar. Mas não vou fazer isso agora — garantiu, em referência ao momento de negociação em curso.
Formicola lembrou que o contrato oferecido pela Adidas, de R$ 350 milhões em dez anos, não é vantajoso economicamente em relação ao que a sua empresa oferece ao Flamengo no longo prazo. O executivo garantiu que a Olympikus acompanha de longe as conversas do clube com a Adidas e manterá a posição estratégica.

