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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Com apoio de Zico, grupo lança candidatura no Flamengo e busca copiar modelo do Barcelona

Wallin Vasconcellos (E) concede entrevista ao lado de Luiz Eduardo Baptista, da Sky


Contando com o apoio do ídolo rubro-negro Zico, um grupo de notáveis empresários lançou, na tarde desta terça-feira, em um restaurante na zona sul do Rio de Janeiro, sua chapa de oposição para a eleição presidencial do Flamengo em dezembro. Cansados do atual modelo de gestão utilizado na Gávea, eles buscam copiar o sistema adotado no Barcelona no início da década de 2000 para recuperar o clube carioca.

domingo, 22 de julho de 2012

Zico não vê Adryan como solução e explica: 'Eu, aos 18 anos, não resolvia'

Zico pede calma com os garotos
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)


O jovem Adryan, 17 anos, foi um dos principais destaques no time do Flamengo que perdeu para o Cruzeiro (1 a 0) na tarde deste domingo, em Belo Horizonte. O meia foi o responsável por bons momentos do Rubro-Negro na partida. Ele foi sacado na metade do segundo tempo pelo técnico Joel Santana, que acabou tendo a decisão vaiada pela torcida que foi ao estádio Independência. Ídolo maior da história do Flamengo, Zico comentou, em entrevista à TV Brasil, sobre a expectativa criada em torno dos jovens valores rubro-negros.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Love iguala marca de Zico e recebe elogio: ‘Ele é um artilheiro nato’



O início do atual Campeonato Brasileiro aproxima Vagner Love de Zico em uma marca histórica que o dono da camisa 99 igualou 30 anos depois. Somente o Galinho havia marcado pelo Flamengo nas quatro primeiras partidas na competição nacional. Isso aconteceu em 1982. A diferença é que o eterno camisa 10 da Gávea foi ainda mais expressivo: fez oito gols em quatro jogos, e o time venceu todas as partidas. Zico terminou como artilheiro daquela edição, com 21 gols.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Régis Rosing mostra os bastidores do Jogo das Estrelas de Zico

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os gols de Amigos do Zico 7 x 5 Estrelas do Brasil

Zico entrega placa a Rai em homenagem a Sócrates

domingo, 11 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Último jogo de Zico pelo Flamengo completa 22 anos

Zico marcou um golaço aos 22 minutos do primeiro tempo no Fla-Flu
Há 22 anos, o maior jogador da história do Flamengo encerrava oficialmente sua carreira com o manto sagrado. E o confronto, diante do Fluminense, válido pelo Brasileirão, não poderia ter um final melhor para Zico. O Galinho de Quintino marcou um golaço de falta e ajudou o Rubro-negro a golear o rival por 5 a 0, feito que não acontecia desde 1955...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Zico e Petkovic apostam que Fla conquistará vaga na Libertadores diante do Vasco

Com a benção dos "camisas 10"


Site Oficial do Clube

Ao puxar na memória, 10 em 10 torcedores do Flamengo citarão Zico e Petkovic numa lista dos maiores camisas 10 de toda a história rubro-negra. Nos últimos anos então, os dois são barbadas nas duas primeiras posições, respectivamente. E nesta segunda-feira (28.11), no lançamento da Soccerex, feira de futebol e negócios no Rio de Janeiro, na qual o Rubro-negro tem um stand, ambos mostraram que não esqueceram o hino do Mais querido: "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo"...

sábado, 12 de novembro de 2011

Flamengo 3 x 0 Liverpool Mundial Interclubes - Copa Toyota - 1981- Completo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Kajuru Pergunta com Zico

Zico diz que Luxemburgo não foi amigo e explica polêmicas da época de dirigente do Fla

Zico explicou sua polêmica como coordenador do Flamengo
Uol 


“Como amigo [Luxemburgo], se meteu numa coisa que não tem que se meter. Pelos laços de amizade, que achei que tinha, por ser um ex-companheiro, um compadre. Não teria que se meter em nada, pelo respeito que a gente tinha um pelo outro. A atitude dele agora não foi de amigo. Não era problema dele. Problema meu, ninguém deveria dizer se eu tenho hora para falar do Flamengo. Eu falo quando eu quiser. Sou ex-jogador, sou sócio, sou torcedor”, desabafou Zico, durante participação no programa Kajuru Entrevista.

Além de desabafar contra Luxemburgo, Zico também não poupou a atual presidente do clube, Patricia Amorim. O ex-jogador mostrou mágoa pela polêmica que se envolveu no período em que foi dirigente e disse não confiar mais na atual mandatária do clube rubro-negro.

“As pessoas passam e a gente não entende como pessoas que nunca fizeram nada pelo clube estejam em cargos importantes, o currículo não diz nada. Acabam atrapalhando a própria imagem do clube. A instituição acaba pagando por isso”, disse Zico.

“O que eu mais estranhei foi ela não permitir que eu fosse ao Conselho explicar que não levei cara do CFZ para a base. Ela disse que era desnecessário. As coisas que chegaram a mim eu respondi todas. É o que deixou mais chateado foi não poder responder isso. Aí foi outra pessoa”, completou.

No segundo semestre do ano passado, conselheiros levantaram dúvidas em torno da parceria entre o Flamengo e o CFZ, clube de Zico, em torno das categorias de base. As suspeitas eram de que o ex-jogador teria facilitado a ação de um dos seus filhos, que é agente de futebol, a lucrar com a venda de atletas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Zico aprova Bottinelli e lembra: 'No meu tempo ninguém pedia para bater'

Bottinelli bate falta no ângulo esquerdo de Diego Cavalieri (Foto: Cleber Mendes )

Claudio Portella - Lance


O golaço de falta de Bottinelli diante do Fluminense, na vitória de virada do Flamengo por 3 a 2, ganhou elogios do maior ídolo da História do Flamengo, Zico. O eterno camisa 10 está na China, onde a seleção iraquiana - da qual é treinador - joga essa semana pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014.

Segundo o Galinho, em sua época como jogador, não há lembranças de ter passado pela mesmo fato que Bottinelli, que pediu a Thiago Neves para cobrar a falta.

- No meu tempo ninguém chagava perto. Se alguém pedisse para bater, sabia que teria a torcida reclamaria. Seria uma responsabilidade muito grande - disse.

Entre os muitos gols feitos por Zico, os que foram marcado em cobranças de falta tiveram um gostinho especial para ele.

- Fazer um gol destes é uma realização, já que você se prepara nos treinamentos, ficando horas trabalhando este tipo de jogada. Quando o resultado acontece é uma felicidade - complementou.

De um herói rubro-negro consagrado, para um bom candidato argentino, que fez no último domingo, todo flamenguista reviver a magia deixada no passado.

sábado, 24 de setembro de 2011

Essa gente é Flamengo? - A Quadrilha que derrubou Zico




Os delinqüentes que afastaram ZICO do comando do futebol rubro-negro — e com isso enterraram o único projeto sério, em trinta anos, de fazer do Flamengo um clube moderno e vencedor —, são gente com nome e sobrenome, e com dois temores muito claros.

O primeiro, de mais longo prazo, o medo do projeto do ZICO e de todo rubro-negro de bem de dar autonomia estatutária ao futebol. Implementado, tiraria o futebol das mãos incompetentes dos que, ao longo dos anos, não fizeram mais que locupletar-se às custas de nossa maior paixão, enquanto o Flamengo caminhava a passos largos para a irrelevância.

O segundo, muito mais imediato, o pânico à limpeza que ZICO vinha promovendo nas divisões de base, cortando as asas de empresários nefastos e de seus agentes internos — verdadeiros quinta-colunas, interessados muito menos na máxima em desuso de que “craque o Flamengo faz em casa”, e muito mais na regra vigente de que craque o Flamengo vende cedo, a preço camarada, para desfrute máximo de seus cartolas e benefício nenhum para clube e torcida.

Do primeiro temor trataremos oportunamente, eis que a discussão aí é muito mais filosófica, e tem a ver com a definição de quem é o dono do Flamengo, 5 mil sócios ou 40 milhões de torcedores. Basta, por ora, registrar a declaração ouvida há pouco nos corredores do clube, em apoio aos que apunhalaram o ZICO pelas costas:
“O Flamengo é dos sócios, será gerido pelos sócios, para os sócios e em benefício dos sócios. A torcida que se foda. Se os sócios decidirem que o futebol ficará em segundo plano, assim será feito.”
O segundo, no entanto, é o cerne da disputa que terminou com a recente demissão de nosso ídolo maior, num processo de fritura e intimidação que envolveu até ameaças de morte ao ZICO e a sua família. Dele participaram ou beneficiaram-se diretamente os senhores Hélio Ferraz, Leonardo Rabelo, Michel Levi, George Helal, Walter Oaquim e Leonardo Ribeiro. Nele permaneceu omissa, qual Pôncio Pilatos, a senhora Patrícia Amorim, que não teve a retidão e o caráter suficientes para escolher entre ZICO e a canalha que a elegeu.

É justa e santa a ira contra o sr. Leonardo Ribeiro, mas o repugnante Capitão Leo — escroque conhecido e de vasto prontuário — é apenas o elemento mais visível de uma quadrilha chefiada e integrada por gente muito mais graúda. Com capacidades e talentos reconhecidamente modestos, limita-se a intimidar, com seus camisas pardas, os que ousarem erguer a voz contra o esquema de pilhagem dos cofres rubro-negros, comandado hoje por Hélio Ferraz e Leo Rabelo. Também põe a serviço da quadrilha os conhecimentos contábeis que aprendeu com o ilibado Eduardo Vianna, na FERJ, aonde chegou apadrinhado por ninguém menos que Edmundo dos Santos Silva.

O verdadeiro capo mafioso, aqui, é Hélio Ferraz. Trata-se do mesmo incompetente de passagem absolutamente esquecível pela presidência do clube, logo após a débâcle de Edmundo dos Santos Silva. Os tempos duros, e a conseqüente redução das expectativas da torcida, permitiram a Helinho passar incólume pela presidência, sem chamar muita atenção para sua incompetência. Mas já era o mesmo Helinho que faliu um estaleiro, no começo dos 90, e que poucos anos antes despertara a nossa vergonha alheia com uma campanha absolutamente pueril para o Senado. O mesmo Helinho cujos escassos conhecimentos futebolísticos lhe permitiram dizer, com a cara mais séria do mundo, que seu grande ídolo no esporte era Marcelinho Carioca!

Pois foi Hélio Ferraz o avalista político da eleição de Patrícia Amorim. Foi Helinho quem lhe deu viabilidade política ao amarrar o rabo da ex-nadadora ao do empresário Leo Rabelo. Rabelo era o dono das divisões de base do Flamengo à época de Edmundo dos Santos Silva, quando contava com o pleno aval dos senhores George Helal e Walter Oaquim. 

Apadrinhado pelos dois, continuou locupletando-se no mandato do Sr. Hélio Ferraz, mas subitamente viu sua influência reduzir-se quando os dois caíram em desfavor, com a eleição de Márcio Braga. Saudosos de tempos mais gordos, Helinho, Rabelo, Helal e Oaquim viram na inconsistente Patrícia Amorim — sem conhecimento nem interesse algum no futebol — sua oportunidade de ouro para voltar a prosperar às custas do Flamengo. Asseguraram-se, para isso, de controlar, além da presidenta decorativa, o Conselho Fiscal do clube, onde puseram ninguém menos que o sr. Leonardo Ribeiro. (Esqueçam a conversa mole de que o Capitão Leo é oposição, uma vez que o cargo seria tradicionalmente da oposição: Leonardo Ribeiro há anos é assessor parlamentar e camisa parda de Patrícia Amorim na Câmara de Vereadores do Rio.)

Sob o comando dessa gente, as divisões de base passaram a ser nada mais do que uma vitrine onde o Sr. Leo Rabelo expunha seus produtos. Aí passaram a envergar o Manto Sagrado garotos sem nenhum vínculo empregatício ou federativo com o clube, atletas que tinham 100% do seu passe atrelado exclusivamente a Leo Rabelo e empresários amigos, e por cuja venda o clube não auferia um único centavo de benefício. Mais do que nunca e mais do que ninguém, os moralistas de palanque que bradam contra a “privatização” do futebol rubro-negro, que não reconhecem limites éticos ou legais na luta contra a autonomia do futebol, efetuaram sua própria privatização do setor mais estratégico do clube.

Os interesses da quadrilha não se limitam às divisões de base. Envolvem também os negócios escusos em torno dos ingressos, em parceria com a BWA. O esquema é o responsável pelo prodígio de os ingressos para jogos do Flamengo custarem, em média, R$ 15,00 a mais do que os dos rivais. Supervisa o esquema o sr. Eduardo Moraes, que atende por Vassoura e coincidentemente é genro do onipresente Hélio Ferraz. Mas quem efetivamente ordenhava essa vaca leiteira, até recentemente, era o Sr. Flávio Pereira, que até hoje desfruta injustamente do anonimato. 

Injustamente porque se trata de ninguém menos que o dirigente acusado de pedofilia, de corromper meninos das divisões de base (sempre as divisões de base!), flagrado por sócia do clube, em fevereiro, “acariciando ostensivamente o órgão sexual de um menino de dez anos”. Uma acusação decerto revoltante, mas incapaz de embrulhar o estômago da Srª Patrícia Amorim, em que pese o fato de nossa presidenta também ser mãe: a pedido de Helinho, Flávio Pereira continuou ocupando o cargo lucrativo para o qual fora nomeado, e somente foi exonerado quando o clamor público ameaçou tornar-se insuportável.

Foi esse o cenário com o qual o ZICO se deparou ao assumir o futebol rubro-negro, em 30 de maio passado, com projetos de autonomia e seriedade administrativa. Sua nomeação foi um gesto desesperado de uma presidenta acuada politicamente, que via sua gestão fazer água menos de seis meses depois de começar. O técnico Andrade e o vice de futebol, Marcos Braz — a dupla que, com mais acertos que erros, havia conquistado o hexacampeonato —, haviam sido demitidos em 23 de abril, depois de o time se classificar aos trancos e barrancos para a segunda fase da Libertadores.

Com o time eliminado, em seguida, pela Universidade do Chile, Patrícia Amorim passou a temer o desfecho inglório do impeachment, nas mãos de uma oposição que começava a se estruturar e de aliados para quem a utilidade da presidenta se esgotara no momento mesmo em que lhes abriu os cofres da Gávea.

Assim foi que o Galinho voltou para casa cheio de ilusões e projetos ambiciosos, que exigiriam o apoio decidido da presidenta para concretizar-se. Para Patrícia, no entanto, ZICO era apenas uma cartada política de curto prazo, um gesto que daria tempo e fôlego a sua gestão inepta, um fusível a ser queimado na primeira oportunidade, quando a destruição do ídolo e mito lhe fosse politicamente conveniente.

Os primeiros atos de ZICO voltaram-se, justamente, para a moralização das divisões de base. Com a autoridade que ainda não fora minada por Patrícia Amorim, o Galinho pôs fim à farra de Leo Rabelo, da qual se beneficiava a máfia aqui identificada. Pôs no olho da rua todos os atletas que envergavam o Manto Sagrado sem vínculo federativo com o clube, atletas ali postos, como numa vitrine, por seu proprietário, Leo Rabelo, para valorizar-se e ser vendidos. Subitamente, nas divisões de base do Flamengo, deu-se essa coisa prodigiosa: só jogavam atletas do Flamengo, e a máfia comandada por Hélio Ferraz perdia ali seu negócio mais promissor.

Ato contínuo, a quadrilha passou a obstaculizar a gestão de ZICO de todos os modos, legais e ilegais, a seu alcance. Mobilizou, sobretudo, o vice-presidente financeiro, Michel Levi, e o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, que passaram a entravar toda e qualquer contratação encaminhada por Zico. Diogo e David, contactados muito antes, só puderam ser legalizados na véspera de expirar-se o prazo final, imposto pela CBF. ZICO reagiu, assinalando o óbvio: que um clube de futebol que pretenda ser exitoso não pode funcionar nessas bases, e o departamento de futebol precisa de autonomia administrativa e financeira. Foi a gota d’água para a quadrilha: declarou-se guerra aberta a ZICO. Começaram a circular boatos infundados, jamais comprovados, sobre a atuação de seus filhos em contratações, prontamente reproduzidos por canalhas menores da imprensa. Leonardo Ribeiro, bandido conhecido, não hesitou mesmo em ameaçar de morte o nosso ídolo maior e sua família.

Patrícia Amorim omitiu-se o quanto pôde. Fez que não era com ela enquanto lhe foi possível. Diante, no entanto, do ultimato da quadrilha que a elegeu e lhe dava sustentação, não teve um segundo de dúvida: ficou com a quadrilha, contra o ZICO.

Encerrou-se assim, em 30 de setembro de 2011, a gestão de ZICO à frente do futebol.
Em quatro meses de gestão, ZICO, que afinal de contas é humano, terá cometido acertos e erros. Deixemos aos canalhas menores da imprensa esportiva o exercício indigno de enumerar os segundos, reproduzindo, como se dignas de consideração fossem, as barbaridades que hoje bosteja qualquer Capitão Leo. Aqui importa apenas registrar que, naquelas questões que mais dizem respeito à construção de um Flamengo forte, soberano e hegemônico — questões como a autonomia do futebol profissional e a reconstrução das divisões de base —, ZICO esteve sempre do lado certo, sempre com a visão clara e as intenções puras.

Para quem tinha olhos de ver, ZICO clamava há muito pelo apoio decidido de Patrícia Amorim. Atacado, cada vez mais publicamente, pela máfia que elegeu Patrícia, nosso ídolo maior precisava que, ao menos uma única vez em sua carreira política sem brilho, Patrícia Amorim se posicionasse claramente em favor de um grupo e contrariamente a outro. O Galinho aceitara o cargo, afinal de contas, porque confiava na capacidade da presidenta de, chegado o momento, comprar as brigas certas, e por elas arriscar-se a desagradar grupos poderosos, que há muito entravam o progresso do Flamengo.

ZICO obviamente se equivocou quanto à integridade e à coragem de Patrícia Amorim, que ao fim e ao cabo nunca foi mais que uma politiqueira vulgar — um desses sobreviventes talentosos apenas na arte de estar bem com todo o mundo, que passam pela vida política sem a consideração de legar-nos uma única idéia nova, um único projeto original. Já desvencilhada do ZICO, aparece agora, com a cara lavada habitual, fazendo promessas vagas de levar adiante o projeto da autonomia do futebol, sem no entanto romper com os elementos criminosos que, para matar uma idéia assim no nascedouro, foram capazes de atirar lama até mesmo no nome santo do maior ídolo da história rubro-negra.

Patrícia Amorim obviamente passará, a menos que os sócios de hoje decidam abrir mão de qualquer aspiração à grandeza, e transformem o Flamengo num clube meramente social. Excetuada essa hipótese, Patrícia é pequena demais, inconsistente demais, incompetente demais para a tarefa maiúscula de gerir os destinos da maior paixão de 40 milhões de brasileiros. Patrícia passará, mas o câncer que atrás dela se esconde — Helinhos, Oaquins, Levis, Helais, Rabelos e quantos capitães ou sargentos empregarem — precisa ser extirpado, se queremos voltar a ser grandes.

A grandeza começa por respeitar a nossa própria história, por respeitar o nome, a memória e a imagem de nossos ídolos e heróis. Passa por não transigir jamais com quem pretenda diminuir um ZICO para agarrar-se a uma boquinha, por não compactuar com quem se sinta no direito de julgar o rubro-negrismo de ninguém menos que Artur Antunes Coimbra. E começará a ser resgatada no dia em que os sócios escorraçarem da Gávea, para todo o sempre, personagens nefastos como Hélio Ferraz, Michel Levi, Leo Rabelo, George Helal, Walter Oaquim e Leonardo Ribeiro.

http://auflam.wordpress.com/2010/10/02/a-quadrilha-que-derrubou-zico/ 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

'Não vou deixar de ser Fla', diz Zico, que responde a Luxa e Capitão Léo

Com a bandeira rubro-negra ao fundo, Zico diz que nem ele nem Junior jamais quiseram estar acima da instituição Flamengo. Mas ferida feita pelo clube vai durar a cicatrizar  (Foto: Marcio Mará / Globoesporte.com)
Marcio Mará - globoesporte.com

Ao chegar ao hall de entrada do CFZ, a loja que vende camisas tem estampada na vitrine os modelos retrô do Flamengo com assinatura de Zico bordada e outro, com imagem do Galinho, que tem os seguintes dizeres: "Na minha veia corre o sangue vermelho e preto." Ou seja: mesmo amargurado com o atual Flamengo, nada mudou no coração de Zico. 

O Galinho, obviamente, continua Flamengo. Ainda que, dentro da diretoria, sofra forte oposição: o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, ex-chefe de torcida organizada, segue nas críticas ao maior jogador da história do clube.

Alvo de inquérito por denúncias até agora não comprovadas de irregularidades na assinatura do contrato do Flamengo com o CFZ que estabelecia série de parcerias,  o Galinho deixou claro seu desgosto profundo com o clube de coração. E, apesar de a todo momento tentar evitar respostas diretas ao Capitão Léo - "na Justiça o que ele tinha que falar não falou" -, tal como nos gramados, Zico não fugiu das divididas e usou de ironia sobre as últimas declarações do opositor.  

O amigo Vanderlei Luxemburgo, que considerou inoportuna as críticas de Zico e Junior ao atual Flamengo após uma derrota e perto do clássico com o Botafogo, também não escapou de uma resposta.

- É um direito dele achar isso. E ninguém aqui está acima da instituição. Eu gostaria de ver um dia como ele reagiria se sofresse inquérito da instituição Flamengo... Não é problema pessoal com A ou B. É com um dos poderes mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não existe hora inoportuna para isso. Fui chamado de ladrão por um dos principais poderes do clube. Acho que ele não está a par da real situação.
Zico diz que não vai deixar de ser rubro-negro. Mas a ferida vai demorar a cicatrizar. E ironizou a declaração de Capitão Léo de que ele, Junior e os demais da geração de 1981, a mais vitoriosa da história do clube, estariam com ciúmes do atual elenco.

- Ah, estamos sim, estamos com um ciúme danado... Pô, que ciúme, negócio assim assustador. Tô muito preocupado com isso.

GLOBOESPORTE.COM: Perdeu a vontade de torcer pelo Flamengo, Zico?
ZICO: Eu não vou deixar de ser Flamengo nunca. Isso aí não tem jeito. Agora, uma coisa é você acompanhar, estar mais interessado, como estive outras vezes, e outra coisa é acompanhar agora. Você não pode estar satisfeito com um clube que, como diz um amigo meu de muitos anos... 

No frigir dos ovos, eu fui chamado de ladrão dentro do Flamengo. A verdade é essa, nua a crua. Fui chamado de ladrão pelo Conselho Fiscal, não provaram nada e não vão provar nada. Eu e meu filho. Então querem o quê? Vou ficar rindo? Não me interessa se é esse ou aquele. Fui motivo de inquérito pela instituição Flamengo. E eu tenho que me defender perante a instituição. 

Não importa quem esteja lá dentro. E outra coisa: tudo o que alguns falam agora não adianta nada, porque na Justiça não falaram nada. Ele foi lá para a Justiça, disse que não falou nada, que a imprensa mentiu, deturpou as palavras dele. Então, na hora que isso for falado agora, não adianta para nada.

Mas isso é definitivo ou pode mudar?
-  Claro que na vida pode mudar.  Na vida tudo muda. Mas tenho certeza que vai levar tempo. Ferida não cicatriza de uma noite pro dia, não.

O problema é com quem está lá, não é?

-  Claro. Totalmente. E problema sério. Não é problema pequeno. Qualquer cidadão encararia como sério. Então não quero que me cobrem nada.

Depois de sua declaração e a do Junior, em que mostraram descontentamento com o Flamengo, o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, Capitão Léo...

- O que ele falar, para mim não serve para nada porque na Justiça o que ele tinha que falar não falou, e eu tenho o depoimento dele. Então, acabou. Eu não respondo nada. Pra mim, não interessa o que ele falar agora...

Ele disse que a geração de 81, campeã do mundo, está com ciúmes da atual e torce contra o Flamengo, como a Seleção Brasileira de 70 fez por muitos anos...

- Ah, estamos sim, estamos com um ciúme danado... Pô, que ciúme, negócio assim assustador. Tô muito preocupado com isso. Não vou nem dirigir o Iraque por causa disso mais...

O Capitão Léo ainda falou que a sua família torceu contra o Flamengo, para o Guarani, porque um de seus filhos torce para o Bugre...

- Diz para ele que contra o Guarani foi 5 a 0 lá dentro do Guarani, no Brinco de Ouro, no Campeonato Brasileiro. Foram três, com três abobrinhas lá dentro (o Flamengo goleou por 5 a 0 e Zico marcou três gols). Foi lá. Acho que foi com o Telê... O pior foi ter dado alegria pra esses caras... Isso é que é duro.

Estão chegando os 30 anos da conquista do Mundial de Clubes, em 13 de dezembro. Como vai ser isso? Você e Junior já deixaram clara a decepção com quem dirige o Flamengo de hoje. Como serão as comemorações?

- Com esta direção, zero. Qualquer coisa que tenha esta direção, estou fora de tudo. Comemoração foi em 1981, quando tinha que comemorar. Comemorei em Tóquio, no Havaí, na praia, com roda de samba... Comemorei muito.

Camisa do Flamengo para um jogo comemorativo ninguém veste?
- Zero, zero.

Mas pretende um jogo com os veteranos, Fla-Master, algo nesse sentido?

- Não sei, não sei. Aí depende de todo mundo, se todo mundo estará por aí. Estou com meu trabalho agora, com a seleção do Iraque.

O Capitão Léo falou ainda que você e o Junior querem ser maiores que o Flamengo, que o Flamengo não é o Santos, que tem o Pelé maior que o clube...

- Chega, né? Não falo mais nada. Eu queria que ele falasse na Justiça, isso ele não fez.  Agora, ele pode falar o que quiser. É problema dele.

Houve forte repercussão nas redes sociais, e a maioria dos rubro-negros a seu favor...

- O Flamengo está representado por essas pessoas. Culpa do Flamengo, não é culpa minha. Se  um cara desses é o porta-voz do Flamengo, o problema é do Flamengo. Que arque com o seu porta-voz. Se tem gente acima que deva falar pelo Flamengo e é ele que fala, que o clube arque com isso... O pior é que ele acusou a imprensa e a imprensa ainda libera o espaço pra ele, que diz que a imprensa é mentirosa...

O Vanderlei Luxemburgo deu uma declaração há pouco de que achou em momento  inoportuno, logo após uma derrota, as suas declarações e as do Junior. Que se o problema é pessoal com a Patrícia Amorim ou o Michel Levy, vocês não deveriam generalizar, e que ninguém deve estar acima da instituição. Disse também que o clube precisa da torcida de vocês...

- É um direito dele achar isso. E ninguém aqui está acima da instituição. Eu gostaria de ver um dia como ele reagiria se sofresse inquérito da instituição Flamengo... Não é problema pessoal com A ou B. É com um dos poderes mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. 

E não existe hora inoportuna para isso. Fui chamado de ladrão por um dos principais poderes do clube. Não tem nada a ver ser ou não ser a melhor hora, a hora certa, se é depois de derrota, perto de clássico. O problema não é com A ou B, que fique bem claro isso. É bom separar as coisas: jogo de futebol, torcida... Acho, sinceramente, que o Vanderlei não está a par da real situação.

Luxa rebate críticas de Zico e Júnior: 'Inoportuno'

Luxemburgo não gostou das críticas (Foto: Alexandre Loureiro)

Lance

O técnico Vanderlei Luxemburgo rebateu as críticas dos ex-jogadores Zico e Júnior ao Flamengo. Os dois teriam dito recentemente que não torcem mais pelo Flamengo. 

Segundo o treinador, esse momento de turbulência é preciso que todos estejam do mesmo lado para tirar o time da má fase.

- Foi num momento inoportuno, com derrotas, de amigos meus que são Zico e Junior. O Flamengo é uma instituição. As pessoas me chamam de grosso, eu sou, mas eu sou direto. 

O problema do Zico não pode ser do Flamengo, que eu tenho certeza de que ele adora o Flamengo. Então, que eles direcionem para o Flamengo - rebateu.

Presidente do Conselho Fiscal do Flamengo cobra Zico: 'Quem defende o clube nessa família?'

Zico em seu retorno ao clube em 2010

Uol 

No início de abril, o Conselho Fiscal do Flamengo encerrou, parcialmente, o inquérito envolvendo Zico e a parceria do Rubro-Negro com o CFZ, clube de propriedade do Galinho. Nenhuma acusação pessoal foi comprovada contra o eterno camisa 10 da Gávea. Porém, o impasse em relação ao filho de Zico, Bruno Coimbra, e as condições envolvendo a parceria seguem em investigação.

O processo só será finalizado após o julgamento das contas de 2010, ainda sem data para acontecer, em razão de o Conselho Diretor não ter respondido a diversos ofícios enviados pelo Conselho Fiscal. Além disso, o Fiscal alega que o CFZ não enviou o distrato oficial da parceria para anexar ao relatório.

Enquanto aguarda os trâmites legais, Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal do clube, manifestou indignação após Zico ter declarado que não colocará mais os pés no Flamengo, em entrevista publicada pelo jornal Extra, na última terça-feira. 

Na publicação, o Galinho fala sobre o absurdo de ter sido acusado depois de anos de serviços prestados ao time da Gávea. Além de tratar com indiferença a atual crise no Flamengo, diz que nem acompanha mais os jogos do seu clube de coração.

“Posso dizer ao Zico que o Flamengo não é o Santos. O Zico não é maior do que o Flamengo. A instituição Santos já é diferente, pois o Pelé pode ser considerado maior. Vejo essa situação como lamentável. Temos um compromisso com a instituição Flamengo. 

Só gostaria que ele colocasse o clube acima das suas vaidades. Por exemplo: a família torceu pelo Guarani contra o Flamengo, ano passado, pois é o time do filho mais velho. Nesse ano, foi a vez de torcer pelo América. Ainda recebeu o Horizonte-CE no CFZ e torceu contra o Flamengo, desejou sorte ao adversário na Copa do Brasil. Isso não existe. Quem defende o Flamengo nessa família?”, afirmou.

A guerra entre as partes é tão intensa, que Leonardo Ribeiro elegeu um novo clube como o principal rival do Flamengo no futebol.

“Não tem mais essa de Vasco, Fluminense e Botafogo. O maior adversário fora de campo é o CFZ. É contra tudo o que essa parceria causou ao clube que precisamos brigar. O que o Zico deveria ter feito era sair em defesa do Flamengo, apoiar o Vanderlei Luxemburgo, com quem atuou, e os jogadores. Torcer no clássico contra o Botafogo. Não dizer que está indiferente ao Flamengo”, finalizou.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Júnior apoia Zico e diz que não quer nada com o Flamengo


Blog do Bruno Voloch - Uol

É grave a crise no Flamengo também fora de campo, mais precisamente com os ídolos do passado. Zico, treinando a seleção do Iraque, desabafou no ínicio da semana, e disse que não tem prazer em assistir aos jogos do Flamengo, não tem mais identificação com o clube e que foi humilhado pela diretoria atual.
O maior ídolo da história do Flamengo não está sozinho.

Júnior, hoje comentarista da TV Globo e antigo companheiro de SPORTV, deu crédito ao galinho.
O ex-lateral do Flamengo, disse que não quer nada com o Flamengo, afirmou que alguns profissionais só trabalham no clube por interesse e que sofreu na pele em 2004 com o desrespeito da diretoria na época.
Júnior era diretor-técnico do time em 2004, quando brigou com Artur Rocha na ocasião e deixou o Flamengo. Márcio Braga, então presidente, nada pode fazer.

Para o ex-jogador, Zico teria que ser o presidente do Flamengo. Júnior garante que os mais de 35 milhões de torcedores apoiariam Zico e seria a realização de um sonho pessoal do antigo companheiro de Flamengo na década de 80. Juntos, conquistaram a Taça Libertadores de 1981 e o mundial de clubes.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Há 40 anos, Zico estreava no Flamengo


Há 40 anos começava profissionalmente a carreira do maior ídolo da História do Flamengo. Arthur Antunes Coimbra, o Zico, entrou em campo com a camisa 7 e foi escalado na ponta direita para enfrentar o Vasco, pela Taça Guanabara de 1971, na época um torneio à parte do Estadual.

O jogo foi emocionante e decidido por outro ídolo da torcida rubro-negra, Fio Maravilha, que desempatou a partida aos 44 do segundo tempo e decretou o 2 a 1 no placar.

O Flamengo entrou em campo com Ubirajara Alcântara, Murilo, Washington (Onça), Fred e Tinteiro; Liminha, Tales (Chiquinho) e Nei Oliveira; Zico, Fio e Rodrigues Neto. O técnico era o lendário Fleitas Solich.

sábado, 23 de julho de 2011

Zico deixa hospital






Fábio Leme - globoesporte.com


Zico deixou às 19h20m deste sábado o hospital no qual estava internado desde a tarde de sexta, na Zona Oeste do Rio. O Galinho, que chegou ao local com fortes dores de cabeça e náuseas, passou por diversos exames, mas nada de grave foi detectado. Ele sofreu com uma virose. Segundo o próprio Zico, uma preocupação em especial ajudou a contribuir para seu problema.

 - Tudo foi decorrente de uma preocupação com meu neto nos Estados Unidos (Antônio, de dez meses, filho de Thiago). O quadro dele de meningite viral me preocupou bastante. Entretanto, esta doença é uma das que dão menos problemas, e ele já está bem. Comigo, muitos exames foram feitos. 

A febre não baixou durante 24 horas. Foi uma virose, amanhã vou continuar fazendo acompanhamento em minha casa. Preciso ficar 48 horas de repouso - contou Zico, ao deixar o hospital.

Zico aproveitou para, uma vez mais, agradecer o carinho e a força que recebeu de torcedores e amigos. O ídolo rubro-negro, por outro lado, garante que não vai demorar a retomar a rotina normal.

- Agradeci ao carinho das pessoas no meu site. Acredito que isso foi tudo que todo mundo queria. Vou repousar e logo, logo, voltar para a estrada. A vida não para - finalizou.

Os exames realizados em Zico durante o período de internação descartaram suspeitas de meningite (poderia ter pego do neto), dengue e malária (esteve em Cuiabá na última semana).