terça-feira, 2 de outubro de 2012

Basquete não presta contas e gera crise entre dirigentes

Olivinha vai ao ataque pelo Flamengo: nos bastidores, borderôs de jogos não foram apresentados ao clube Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo


Se nas quadras o basquete do Flamengo é motivo de orgulho, nos bastidores é alvo de polêmica. Há mais de um mês, o Conselho Fiscal espera explicações da vice-presidente de esportes olímpicos, Cristina Callou, sobre a falta de prestação de contas de 12 jogos do Flamengo no Novo Basquete Brasil (NBB), realizados entre 7 de janeiro e 14 de outubro de 2011, em que o Rubro-negro foi mandante na HSBC Arena.

A pendência nas finanças se deve ao não repasse dos borderôs dos jogos. Dessa forma, o clube não conhece a arrecadação e nem como o dinheiro — se não houve prejuízo — foi utilizado.

— Encaminhamos ofício a Cristina Callou no dia 28 de agosto. O prazo para ela se explicar termina na terça-feira da semana que vem — disse o presidente do conselho fiscal Leonardo Ribeiro.

O vice de finanças, Michel Levy, também enviou ofício à vice de esportes olímpicos atrás de esclarecimentos.

Para o diretor de basquete, Arnaldo Szpiro, os questionamentos do Conselho Fiscal são fruto de falta de conhecimento de contratos. Segundo ele, o Flamengo assinou um acordo com o HSBC em que a empresa ficou responsável pelo borderô dos jogos, alguns deles realizados na HSBC Arena:

— Pelo contrato, prejuízos e lucros seriam divididos igualmente entre as partes. Essas contas ainda não foram apuradas, mas todos os borderôs estão no site do NBB. Só há falta de comunicação.