quinta-feira, 24 de maio de 2012

Devendo, Flamengo ataca nos bastidores e quer ouvir irmão de Ronaldinho sobre compra ‘fiado’ em loja

Assis e Patricia em rota de colisão Foto: Arquivo

O Conselho Fiscal do Flamengo quer explicações de Assis, irmão de Ronaldinho, sobre a compra ‘fiado’ de produtos do clube na loja da Olympikus, na Gávea, na última terça-feira. Segundo o Globoesporte.com noticiou ontem, o empresário se recusou a pagar usando a dívida salarial do craque como justificativa. O comportamento foi agravado por uma promessa não cumprida pelo departamento financeiro, em quitar na última semana R$ 1,2 milhão dos quase R$ 6 milhões devidos ao craque.

O Flamengo bem que desejava enquadrar Assis pela arrogância. Mas os dirigentes se esconderam e, se nos bastidores trataram de fulminar a atitude do irmão de R10, publicamente engoliram o sapo. Quem não paga, não pode cobrar. Por isso, o vice de finanças Michel Levy entubou a conta e usou sua cota de uniformes para liberar Assis da loja, quando o constrangimento no entorno já era visível.

— É muito simples: o Gabriel (Skiner, da Olynmpikus) que fica lá, não estava. O Michel foi lá e resolveu. Claro que não falei (sobre não pagar porque o Flamengo deve ao irmão). Vou trocar a dívida por R$ 4,5 mil? Não eram nem 25 camisas. Foram dez. Há uma cota. É normal. A Olympikus acerta com o clube. Já aconteceu outras vezes. É troca de gentilezas — disse Assis.

Com a atitude de Levy, se revelou a farra dos uniformes aos vice-presidentes rubro-negros. A assessoria de imprensa do clube confirmou que todas as pastas possuem uma cota. Mas há quem fique a ver navios.
— Eu nunca peguei nada sem pagar — disse o vice-administrativo, Cacau Cotta.

Presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro pretende, na amizade, convocar Assis para esclarecer a situação e intimar Levy como vice de finanças. E acrescentou que tem sua fatia na farra dos ingressos.

— O Assis é meu amigo. Mas se tiver que deixar de ser meu compromisso é com o Flamengo. Não gostei da situação que aconteceu. Vou chamar o Levy e ele para dar explicações. Eu tenho uma cota de cinco uniformes por mês. O Levy tem 25. Ao Assis a cota é ilimitada, em R$ 5 milhões — ironizou, citando o valor da dívida com Ronaldinho.

O fato é que a relação entre R10-Assis e Flamengo se deteriora dia a dia. A presidente Patricia Amorim, tendo que engolir o sapo, nem se atreveu a dar entrevista. Mas fez questão de orientar seus assessores a sinalizar paciência zero com a dupla Assis-Ronaldinho.