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| Presidente Patricia Amorim e diretor Tulio Formicola, da Olympikus, no lançamento dos uniformes do clube. Foto: Fla Imagem |
Com dificuldade para arcar com uma folha salarial avaliada em R$ 5 milhões — da qual 20% vai para Ronaldinho — o Flamengo foi à rua atrás de uma solução e voltou com um problema. Ao tentar solucionar a equação, a diretoria pediu socorro à Olympikus e teve uma resposta negativa. Então, o clube, que rompeu com a Traffic e assumiu sozinho o craque, acabou sondando a Adidas, e provocou um mal estar que gerou reações do atual fornecedor.
— Fiquei espantado. Confio na Patricia. Acho ela seríssima. Tem um nome e um carreira a zelar. Não tem perfil de sair cancelando contrato vigente. A multa é alta. Mas pode chegar uma proposta vantajosa e o Flamengo fazer o que achar melhor. Paga e ninguém vai brigar — resumiu Tulio Formicola, diretor de marketing esportivo da Olimpikus, enaltecendo a boa relação com o Flamengo e o sucesso do trabalho. Além de vestir os jogadores, a empresa é responsável pela construção do novo museu na Gávea e paga parte dos salários de Vagner Love e Deivid.
O impasse se deu depois que a Olyimpikus recuou o auxílio a Ronaldinho, patrocinado pela Nike. Cientes, membros da diretoria do Flamengo se reuniram com representantes da Adidas no Rio e em São Paulo, com intermédio de Assis, empresário de Ronaldinho. A empresa se disporia a pagar quase R$ 40 milhões pela rescisão do contrato, que é até 2014.
Segundo Formicola, não é viável a Olympikus se envolver comercialmente com um atleta de sua concorrente. Ele usou como contraponto o exemplo do suporte da Unimed ao Fluminense.
— A gente já faz o que dá em relação a salário de jogador. O contrato nem rege isso. O salário do Ronaldinho é irreal para o futebol brasileiro. E sendo atleta de marca concorrente eu não posso usar a imagem. Não tem como rentabilizar. Não dá para fazer — descartou o diretor, deixando transparecer que a relação com o clube desandou ao ser questionado do motivo de Vagner Love ter camisas vendidas com os número 17 e 99.
— Coisa do Flamengo. Eu só cumpro ordens — finalizou o representante. ´
Procurado, o vice de marketing Henrique Brandão não atendeu às ligações.
Patricia diz que se mantém fiel
Mais do que os problemas financeiros, os resultados é que serão determinantes para a permanência de Ronaldinho e também do técnico Joel Santana. A presidente Patricia Amorim prometeu ontem ser fiel tanto ao fornecedor de material esportivo quanto aos empregados do clube que vestem os uniformes da Olympikus. Através de sua assessoria de imprensa, chamou a empresa de “super parceira”.
Segundo a mandatária, contudo, é necessário esperar o desempenho na reta final de Campeonato Carioca para dar a certeza de que o futebol terá as mesmas lideranças dentro de campo.
— Houve o impacto da saída na Libertadores e ninguém saiu, nada mudou. A gente trabalha para vencer, mas se isso não acontecer...segunda, terça, quarta, a gente vê. Domingo a gente quer vencer o jogo — disse, falando em dinâmica no futebol e ao mesmo tempo dando apoio a R10 e Joel.
— A gente conta com o Ronaldo, E trabalha para que ele fique e jogue bem. O Joel também. Se pudesse advinhar o resultado de domingo, das finais ... tem que esperar o resultado. Mas todos estão seguros — emendou Patricia Amorim.
A presidente confirmou que o clube pretende realizar a pré-temporada de 2013 no CT de Vargem Grande já com obras finalizadas. Até lá, o clube planeja enxugar a folha de pagamento em até 20%, e o dinheiro que entrar será utilizado para emprestar e até rescindir com jogadores hoje encostados.
— Vamos investir para liberar quem não vem jogando — disse o vice de futebol Paulo Cesar Coutinho.

