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| R10 recebeu visita de vítima de massacre em escola no Rio
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Fla Imagem
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O Clássico dos Milhões é mais decisivo do que habitualmente para o
Flamengo. É importante ir à final da Taça Rio e do Campeonato Estadual
para garantir a entrada de receitas para quitar a dívida salarial com
Ronaldinho Gaúcho — dois meses —, evitar o caos financeiro e também a
tragédia de ficar quase um mês sem atividade, à espera do início do
Campeonato Brasileiro.
— O Flamengo não disse que está tudo certo?
(pagamento salarial). Não vou falar nada antes de decisão, depois dizem
que é desculpa — limitou-se a dizer Assis, preocupado em não contrariar
a diretoria e nem criar polêmica às vésperas da semifinal contra o
Vasco.
Ainda sem patrocínio master, já quase no meio do ano, a
presidente Patricia Amorim tenta encontrar soluções para os cofres.
Depois de ter que exercer pressão, o atacante Vagner Love recebeu parte
das luvas, acertadas na contratação junto ao CSKA, da Rússia. Com pouco
dinheiro em caixa, a performance de R10 precisa ser compatível com o seu
salário — R$ 1,2 milhão. Internamente, na Gávea, já há uma ala disposto
a negociá-lo. Por outro lado, Assis admite ter propostas.
— Não há risco de ele sair — disse Patricia Amorim ao Arena SporTV.
Sem apoio, Joel fica irritado
Se
busca apagar o incêndio entre os jogadores, a presidente não dá o mesmo
respaldo ao técnico Joel Santana, que ontem não escondeu o
descontentamento com a falta de apoio ao trabalho.
As brincadeiras e o bom humor no campo e na entrevista ficaram de lado, dando lugar a respostas curtas, banhadas em amargura.
—
É pela maneira que eu estou sendo tratado. Não estou respondendo mal a
ninguém. Voce me pergunta e eu respondo. Inventam muita coisa. Criam
muitas histórias, no momento em que eu comento levam para outro lado —
reclamou Joel, resistindo para comentar inclusive as situações de jogo.
— Não falo do adversário. Eles não me pagam nada.
Para
o jogo, Joel antecipou a concentração, mas escondeu a escalação. O
tripé de volantes do meio deve ter Rômulo, Renato e Kleberson.
No
lugar de dirigentes, o treino do Flamengo no CT de Vargem Grande ontem
foi marcado pela presença de amigos e familiares dos jogadores. O
goleiro Felipe recebeu o pai, que aproveitou para tietar outros atletas.
O
assédio maior, no entanto, foi sobre Ronaldinho. O craque recebeu a
visita da jovem Tayane, vítima do massacre na Escola Tássio da Silveira,
em Realengo, no ano passado.
A energia positiva de fãs e pessoas
mais próximas não evitou que uma nuvem negra pairasse sobre o Ninho do
Urubu. Durante a atividade, os atacantes Diego Maurício e Thomás
sofreram pancadas e deixaram o treino.
A princípio, ambos não preocupam para enfrentar o Vasco. Muralha também levou uma entrada dura e saiu de campo irritado.

