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Sem competições oficiais, jogadores do Fla apenas treinam no aguardo de amistosos
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As precoces eliminações na Copa Libertadores e no Campeonato Carioca não
abalaram apenas a estrutura do departamento de futebol do Flamengo, que
sofrerá uma reformulação nos próximos dias. Os fracassos nas duas
competições do primeiro semestre também comprometeram seriamente as
finanças do clube. Sem jogos durante um mês, o rubro-negro deixará de
ganhar até R$ 7 milhões por não se manter na disputa por título em ambos
os torneios.
Entre bilheterias e premiações a cada avanço de fase, o clube deixará
escapar dos cofres uma receita que seria suficiente para arcar com as
despesas referentes a folha salarial de todo o departamento de futebol
durante justamente um mês.
No Campeonato Carioca, imediatamente após a derrota para o Vasco, o
clube deixou escapar R$ 250 mil, valor pago aos finalistas da Taça Rio.
Caso conquistasse o segundo turno e chegasse à final do Estadual, este
valor seria triplicado. Em caso de título, objetivo maior de um clube
com investimentos milionários, o retorno ao rubro-negro seria de
aproximadamente R$ 2,5 milhões (incluídos os montantes desmembrados de
finalista).
Já na Libertadores, o prejuízo é ainda maior. Só pela perda da vaga nas
oitavas de final o rubro-negro deixou de faturar R$ 846 mil. Em caso de
nova classificação, desta vez para as quartas, o clube teria mais R$
1,03 milhão. Uma ida às finais e o tão sonhado título renderiam ao
Flamengo um total de R$ 4,65 milhões.
Amistosos para amenizar o prejuízo
Sem forças para negociar um patrocinador master, em função da pouca
exposição na mídia neste período, o Flamengo estuda maneiras de
recuperar o prejuízo. O vice presidente de relações externas do clube,
Walter Oaquim, admitiu a preocupação e disse que uma das saídas é a
disputa de amistosos pelo Brasil e no exterior pelo preço mínimo de R$ 1
milhão.
É claro que esse tempo sem jogar nos deixa preocupados em vários
aspectos. Dentro de campo, vamos procurar nos reforçar e treinar. Na
área das finanças, estamos correndo atrás de amistosos para ter uma
fonte de renda nesse período até a estreia do Brasileiro. Esperamos
conseguir pelo menos R$ 1 milhão com cada partida. É um jeito que temos
de faturar", explicou o dirigente rubro-negro.
Além de procurar novas receitas, o clube se esforça para diminuir os
gastos atuais. Dentro da reformulação prevista para esse período de
"férias", os dirigentes pretendem reduzir a folha salarial em
aproximadamente R$ 1,250 milhão. A intenção é que o grupo seja reduzido e
reforçado para a estreia do Campeonato Brasileiro, no próximo dia 20 de
maio, contra o Sport, em Pernambuco.
VEJA QUANTO O FLA DEIXARÁ DE GANHAR EM CADA FASE QUE FICARÁ DE FORA
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