quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Flamengo tinha viagem marcada a SP por Ganso e consultou médicos do Santos

Além da questão financeira, Flamengo desistiu de tentar a contratação do meia após receber informações sobre condições físicas. Clube estava disposto a desembolsar R$ 23,8 milhões (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC)

A operação do Flamengo por Ganso foi desmantelada na tarde de segunda-feira não só por existir resistência interna dentro do clube em relação ao investimento. Pesou também contra a chegada do jogador à Gávea informações recebidas sobre as condições físicas do meia.

Antes de a reunião em caráter de emergência acontecer com a presença da presidente Patricia Amorim, já havia uma viagem marcada a São Paulo ainda na segunda-feira da qual participariam o vice de finanças, Michel Levy, e o diretor de futebol, Zinho.

Em meio à discussão sobre os valores envolvidos na operação - o Fla estava disposto a pagar R$ 23,8 milhões por 45% dos direitos econômicos que pertencem ao Santos - a diretoria rubro-negra consultou pessoas ligadas às áreas médica e de fisiologia do Peixe para saber sobre as condições físicas do jogador.

Foi passado ao clube que o histórico recente de lesões musculares de Ganso no Santos poderia impedir uma sequência dele no Brasileirão, considerando que a contratação seria em caráter de emergência para o Flamengo.

O vice de finanças do clube garantiu que não endossou coro pela vinda de Ganso, mas admitiu que o encontro na segunda-feira à tarde foi determinante para que o Flamengo desistisse de formalizar uma proposta pelo camisa 10 do Santos.

- Não fiz pressão nenhuma. Eu não indico jogador. Só viabilizo o negócio. Fizemos uma reunião ontem (segunda) e achamos que não era o momento adequado para contratar o jogador. Não houve pressão de minha parte. Não é uma prioridade no momento - explicou o dirigente.

Ainda na segunda-feira, dirigentes do Flamengo aproveitaram a ocasião da inauguração do Muro dos Tijolinhos no Ninho do Urubu para fazer uma consulta ao presidente do Conselho Fiscal sobre a verba para contratar Ganso.

O clube já determinou que os R$ 40 milhões oriundos das luvas recebidas pela renovação do contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro serão usados para pagar parte do passivo tributário do clube.