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| Clube usou o dinheiro para contratar o atacante Edmundo |
A ação perdida pelo Flamengo por causa do empréstimo de R$ 6 milhões, em 1996, junto ao Consórcio Plaza, será alvo de investigação do Conselho Fiscal.
O valor da dívida que se multiplicou e chegou a R$ 65 milhões é questionado pelo órgão, assim como a maneira na qual o processo foi conduzido desde 2002.
– É um processo nebuloso. Vamos auditar. Achamos esse valor um exagero. A doação do dinheiro foi feita em 1996 e o processo é de 2002, mas não sabemos como isso foi trabalhado – disse Gonçalo Veronese, vice presidente do Conselho Fiscal.
O órgão atesta que o recebimento dos R$ 6 milhões do consórcio foi aprovado pelo Conselho na época como um empréstimo.
– Foi uma doação como garantia de que o shopping seria construído pela empresa. Posteriormente isso foi assumido por alguém como uma dívida. E essa transformação foi feita à revelia do Conselho Deliberativo.
Queremos saber como foi feita a defesa. Se ela foi bem feita ou não – explicou Veronese.
Presidido por Kléber Leite, na ocasião, o clube usou o dinheiro para contratar o atacante Edmundo.
O LANCENET! tentou contato com o ex-dirigente por meio do celular e também de sua secretária, mas não obteve retorno.
O processo é decorrente do empréstimo de R$ 6 milhões feito pelo clube junto ao Consórcio Plaza, que arrendaria a Gávea por 25 anos para construir um shopping. A dívida não é reconhecida pelo clube.
- Fla espera por decisão oficial
O Flamengo espera pelo recebimento da íntegra da decisão para se pronunciar oficialmente sobre a perda da ação na 6 Vara Cível do Rio de Janeiro.
– Conversei com Rafael (De Piro, procurador geral do clube) por telefone e ele está ciente das notícias que foram veiculadas na imprensa. Ainda não tivemos acesso oficial à decisão. Cabem alguns recursos e estamos estudando as possibilidades – disse. Tatiana Costa, diretora do departamento jurídico do Flamengo.
Desde que o processo corre na Justiça ele foi acompanhado por mais de um advogado de atuação externa ao clube.

